Dois secretários da Prefeitura de Feira de Santana são afastados em operação da PF

Segundo a PF, Denilton Pereira de Brito contratou, irregularmente, a empresa do gestor de Marcelo Moncorvo Britto, para fazer consultorias em uma UPA, por valores superfaturados. | Foto: PF BAHIA

Dois secretários da Prefeitura de Feira de Santana são afastados em operação da PF

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O secretário de governo, Denilton Pereira de Brito e Marcelo Moncorvo, secretário de saúde, ambos de Feira de Santana foram afastados a pedido da Justiça. 

Eles são investigados na operação ‘No Service’, deflagrada na manhã desta quinta-feira (4), com o objetivo de cumprir mandados judiciais fruto de investigações sobre contratações irregulares.

A Polícia Federal detectou que a Prefeitura de Feira de Santana realizou licitação no ano de 2018 para a contratação de uma empresa que faria a gestão compartilhada da Unidade de Pronto Atendimento do Bairro da Queimadinha.

O contrato com validade de um ano, foi firmado em 02 de maior de 2018, podendo ser renovado por 5 anos. No valor de R$ 11.909.004,00.

Desvio de recursos passou dos R$200 mil | Foto: PF BAHIA

 

 

 

 

 

 

 

 

Segundo a Polícia Federal, a mesma empresa gestora da UPA firmou contrato de prestação de serviços médicos, em 2020, com empresa pertencente ao atual Secretário de Saúde do município pelo valor de R$ 44 mil mensais. Mas sem prestar qualquer tipo de serviço médico ou de consultoria.

A contratação da empresa teria partido de ordem do atual Secretário de Governo de Feira de Santana.

Em parceria com os diretores da empresa que administrava a UPA, o grupo simulou uma contratação ficta e desviaram recursos públicos superiores a R$ 200 mil.

O dinheiro era enviado ao atual Secretário de Saúde que, após receber a quantia em sua conta bancária, aplicava boa parte em investimentos e outra parte repassava para pessoas físicas e jurídicas.

Sete mandados de busca e apreensão e dois de afastamento foram cumpridos.

Os mandados devem ser cumpridos nas cidades de Feira de Santana, em Salvador e em São Paulo. Os investigados irão responder pelos crimes de peculato e de superfaturamento de licitação mediante a inexecução completa do contrato.

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